Sobre Mim

A fotografia, para mim, é a expressão de uma emoção eternizada em um momento. Click.

Durante toda a minha vida tive uma câmera na mão, e registrava momentos inusitados, marcantes. Tenho fascínio pela situação espontânea, sem poses, na expressão da naturalidade, que pode, pela fotografia, ser eternizada. Fui estudar, conhecer os grandes fotógrafos, mergulhar completamente na arte e na técnica, e não parei mais. Olho as cenas da vida e penso: “Isso aqui daria uma bela foto”.

Trabalhar com fotografia não é apenas olhar e clicar; exige muito, é preciso empenho para um bom resultado, como em tudo. Quando se fotografa profissionalmente há estresse, você está ligado o tempo todo, você tem de prever o que vai acontecer, não pode perder o instante, tem de entender a geometria do espaço, a perspectiva, a luz, a máquina, a técnica. E no meio de tudo isso, precisa usar toda a sua sensibilidade, emoção e técnica.

Gosto quando Cartier-Bresson diz que a câmera é um instrumento de intuição e espontaneidade. Sou muito feliz por poder exercer isso em minha vida e a maior realização advém do resultado atingido pelo meu trabalho, emocionar aos que vêem minhas fotos.

Por trás de uma emoção há sempre um momento, e a magia de fotografar está justamente em capturar esse momento e permitir revivê-lo, e sentir a emoção que o motivou. É como se fosse possível parar o tempo. O fotógrafo para o tempo, tudo para, e apenas ele vê o instante que irá perpetuar. O olhar do fotógrafo é o que ele tem de mais importante – é diferente, inusitado, é uma percepção especial. O bom fotógrafo consegue ver o que ninguém viu, e consegue captar e transmitir aquele ângulo diferente da realidade. Fotografia é arte e técnica. É preciso ter técnica, não há dúvida, mas é preciso a sensibilidade do artista, que faz o que ama e que ama o que faz.

“To take photographs is to hold one’s breath
when all faculties converge in the face of fleeing reality.
It is putting one’s head, one’s eye, and one’s heart on the same axis.”
Henri Cartier-Breson